Na hipnose, houveram casos de gatilhos serem ativados no tratamento e que o terapeuta não conseguiu

30 respostas
Na hipnose, houveram casos de gatilhos serem ativados no tratamento e que o terapeuta não conseguiu desativa-lo ou elimina-lo? Isso é comum e qual a periculosidade?
 Edilamar Anjos
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Gatilhos mentais são estímulos que nosso cérebro recebe na tomada de decisões. Ao trazer a consciência determinados eventos, gera sintoma, que está relacionado com o problema. Através, da terapia, é possível ter nova compreensão, e reeducação sua mente -criando novas conexões neuronais para mudança de pensamento e comportamentos, e com isso mais qualidade de vida.

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 Renata de Paula
Psicanalista, Terapeuta complementar
Alambari
Os gatilhos ativados (expostos) através da hipnoterapia servem para que o paciente possa ressignificar aquele acontecimento que lhe causou e causa dor, sofrimento, etc., e neste caso a pessoa precisa de terapia para uma psicoeducação, onde ela ensinará o cérebro a forma de ele agir quando ocorrerem estas situações novamente, pois nossa mente aprende por repetições e comportamentos, uma única vez não é suficiente para que ela deixe de acreditar naquilo que ela interpretou naquele momento do acontecimento. E para uma cura é necessário a pessoa acreditar e aceitar, o autoconhecimento é imprescindível.
 Marcela Valle
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Ao rememorar certos eventos traumáticos é importante que esteja em um acompanhamento em análise em que haja um manejo deles. Buscar compreender e localizar esses eventos e, assim, trabalhar acerca deles.
No primeiro momento, pode ser mais complicado e difícil para o sujeito lidar com essas questões, mas com manejo clínico adequado é possível encontrar uma nova forma de lidar com esses gatilhos.
Espero ter ajudado. Abraços.
 Gabriel Bernardi
Psicólogo, Psicanalista
São Leopoldo
A hipnose, apesar de utilizado em contexto clínico, tem suas restrições. Freud, quem inaugurou a psicanálise, abandonou a hipnose porque ela era efetiva em trazer à tona conteúdos reprimidos, porém não era eficiente em lidar com as causas. Ou seja: o paciente pode até esbarrar em seus traumas, mas não vai resolvê-los. Sobre os perigos que você pergunta, eles estão relacionados com o que foi despertado em você e não foi devidamente tratado. Seria como abrir uma ferida para passar um remédio, mas a pessoa que lhe atende não soube o que fazer depois de mexer onde dói.
 Lisieux Marc Araujo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Como outro colega citou, a hipnose acaba sendo abandonada por Freud, que desenvolve outro método para trazer conteúdos reprimidos à consciência que consegue lidar efetivamente com esse conteúdo que surge, que seria a associação livre. Através da fala e do processo terapêutico a pessoa tenta dar novos significados para esse marca traumática, como se reprogramasse o afeto relacionado à ela que sempre ressurge ao vivenciar situações parecidas, ensinando pouco a pouco à mente que não é a mesma coisa acontecendo. Quaisquer outras dúvidas e esclarecimentos estou a disposição.
 Angela Maria da Silva
Psicanalista, Psicólogo
Guarulhos
Caso o psicoterapeuta , analista , faça uso da hipnose como instrumento complementar , de fato precisa também tratar o que vier a tona , e jamais deixar feridas abertas .Trabalho de extrema responsabilidade para ajudar o paciente na sua busca .
Dr. Victor Hugo Basilio
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
A hipnose é uma ferramenta clínica muito delicada e com seus limites (já que o nível de sugestionabilidade das pessoas varia muito). Por tais motivos que Freud abandonou seu uso. Nas mãos de um terapeuta desatento ou despreparado as técnicas terapêuticas podem sim evocar traumas e angústias. O terapeuta abre sua ferida, algo sai dali e ele não sabe manejar.
Recomendo fortemente que esse paciente busque acompanhamento com um analista de referência.
Toda hipnose é uma auto-hipnose. O paciente segue no controle, portanto, a ideia de que a técnica hipnótica conduza o sujeito a um elo perdido do qual não possa mais voltar é uma mitificação. Em casos raríssimos pode haver manifestações delirantes - por exemplo, em epiléticos e psicóticos. Mas a questão é de outra ordem como os colegas apontaram: por que lançar mão da hipnose se o próprio Freud colocou-a em uma posição periférica em termos clínicos?
Dra. Miriam Teixeira de Oliveira
Psicanalista, Psicopedagogo
Curitiba
Perceba que se foram ativados os gatilhos, isso teve uma intensão. Se cumpriu ao que foi proposto, ele deve ter sido ressignificado. Se não foi, não foi feito um trabalho profissonal. Mas, se aconteceu isso, entenda que nosso incosciente tem mecanismos de defesa em que se não houve uma ressignificação, muito provável ele entre em situação de aminésia, total esquecimento para preservar a sanidade mental. O importante é que, sempre que buscar um hipnoterapeuta, que seja um profissional responsável e capacitado em Hipnopse Clínica.
 Tatiana Pitthan
Psicanalista
Rio de Janeiro
Na psicanálise, não se trabalha com hipnose.
Poderá eliminar ou desativar seus traumas ou recalques, por exemplo, se, de fato, tiver contato com eles a partir de sua fala e de sua própria escuta e elaboração consciente dessas lembranças boas ou ruins de sua vida, em sessões de análise.
 Flavia Bessoni
Psicanalista, Psicólogo
Serra
Não. Não é comum e não há perigo.
O que se vê, por exemplo, nos filmes em que hipnoterapeuta fica ou tem controle sobre o hipnotizado, não é real.
O que pode acontecer, mas é raro, é ab-reação (a pessoa se debater) devido a neurose mas, um profissional capacitado saberá lidar com a situação, e isso também não é algo que ponha a pessoa em perigo.
Como foi bem colocado, acima, toda hipnose, é auto-hipnose. Portanto, a pessoa que se submete ao processo/tratamento está o tempo todo no controle.
A hipnose é eficiente em muitos casos, procure um profissional e ele saberá se a técnica poderá te ajudar em sua queixa.
 Daniel Strucchi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Rio de Janeiro
Na hipnose, é possível que gatilhos sejam ativados durante o tratamento, mas isso é raro e geralmente é algo que pode ser trabalhado e desativado pelo terapeuta. Um gatilho é um estímulo específico que pode desencadear um comportamento ou resposta emocional, e pode ser um aspecto importante do tratamento para lidar com problemas como fobias, transtornos de estresse pós-traumático (TEPT) e transtornos obsessivo-compulsivos (TOC). No entanto, é possível que os gatilhos sejam muito fortes e difíceis de serem trabalhados, mas isso é raro. Se isso acontecer, o terapeuta pode recomendar outras formas de tratamento. É importante lembrar que a hipnose é uma técnica segura e eficaz, quando realizada por um profissional treinado e habilitado. É importante discutir qualquer preocupação com o seu terapeuta e trabalhar juntos para encontrar a melhor forma de lidar com qualquer gatilho que possa ser descoberto.
 Valdaisa Ap. Kuhl Scaduto
Psicólogo, Psicanalista
Araraquara
A hipnose é um estado alterado de consciência que pode ser usado para ajudar as pessoas a alcançar objetivos como o controle da dor, o tratamento de fobias e a perda de peso. Em alguns casos, os gatilhos hipnóticos podem ser ativados durante o tratamento e podem ser difíceis de desativar ou eliminar. Isso é relativamente raro, mas pode acontecer se a hipnose for mal conduzida ou se o indivíduo tiver alguma condição de saúde subjacente que afete a resposta à hipnose. A periculosidade desse evento é baixa, mas se acontecer, é importante buscar ajuda de um profissional qualificado para lidar com o gatilho.
 Paula Moreira
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
Antes de usarmos técnicas de acesso direto ao inconsciente como hipnose, o adequado é uma avaliação do paciente conhecermos a história, e capacidade de elaboração.
Ao usar hipnose o adequado é conforme o paciente tem as lembranças, vamos elaborando para que não ocorra um gatilho a qual ele não dê conta, por isso, são necessárias diversas sessões as quais trabalhamos pouco a pouco.
Dr. Jose Romulo Frota
Psicanalista, Sexólogo
Curitiba
Sim, na hipnose pode ocorrer a ativação de gatilhos durante o tratamento, e isso pode ser preocupante. Os gatilhos são estímulos que ativam memórias ou comportamentos específicos de uma pessoa, muitas vezes de forma inconsciente.
Durante uma sessão de hipnose, é possível que um gatilho seja ativado, e isso pode ter consequências imprevisíveis. Em alguns casos, o terapeuta pode não conseguir desativar ou eliminar o gatilho, o que pode levar a um agravamento dos sintomas ou até mesmo a um estado de transe hipnótico prolongado.
Se resolver fazer, é importante que o paciente esteja bem informado sobre o processo de hipnose e que confie no terapeuta que está realizando o tratamento. O paciente também deve estar disposto a participar ativamente do processo e a seguir as orientações do terapeuta.
A hipnose é uma técnica que pode trazer riscos para a saúde mental do paciente, especialmente se for realizada por um profissional pouco qualificado. Por outro lado, a psicanálise é uma abordagem terapêutica que busca compreender a mente humana através da análise de suas emoções, experiências passadas e relações interpessoais. Dessa forma, a psicanálise é uma abordagem muito mais segura e eficaz para tratar uma ampla variedade de problemas psicológicos, e pode ajudar o paciente a compreender e superar seus conflitos internos de forma mais profunda e bem mais duradoura. Além disso, a psicanálise valoriza a relação terapêutica entre paciente e terapeuta, permitindo um espaço de acolhimento e reflexão para o paciente.
Dr. André Salvador
Psicanalista
Niterói
Os gatilhos mentais são técnicas de persuasão que utilizam aspectos psicológicos para influenciar o comportamento das pessoas. Eles exploram nossas emoções, desejos, medos e necessidades para gerar uma resposta imediata. Esses gatilhos podem ser usados em diferentes contextos, como marketing, vendas, negócios e até mesmo em relacionamentos pessoais.
Um dos gatilhos mais conhecidos é a escassez, que cria uma sensação de urgência nas pessoas para que elas tomem uma decisão rápida. Outro gatilho é a autoridade, que utiliza o prestígio ou o reconhecimento de uma pessoa ou instituição para aumentar a confiança em um produto ou serviço.
Existem ainda outros gatilhos, como o da reciprocidade, que leva as pessoas a se sentirem obrigadas a retribuir um favor ou uma gentileza, e da prova social, que usa a influência do comportamento de outras pessoas para validar uma ideia ou produto.
Desarmar tais gatilhos é a função da Psicanálise moderna, venha conhecer a terapia e saber como isso pode ser feito!
 Aline Funke Silveira
Psicólogo
Balneário Camboriú
Todo processo que mexe com as emoções, seja a partir do consciente ou do inconsciente, deve ser feito por um profissional que tenha domínio da técnica, compreendendo que não basta desvendar um trauma, mas trabalhá-lo para que seja ressignificado e não cause mais danos ao paciente. Muitas pessoas pensam que apenas lembrando de um trauma todos seus sintomas desaparecerão, mas isso não é verdade, é um erro gravíssimo. Cada vez que trazemos à tona lembranças recalcadas pelo próprio cérebro, para poupar a pessoa de sofrimento excessivo, nós mexemos num terreno perigoso. Então o profissional deve estar extremamente capacitado para os problemas que podem advir daí. Um gatilho mental não tem como ser desativado ou eliminado com uma simples técnica, isso é outro engano...simplificar e ter resultados rápidos e duradouros. Não existe mágica, existe processo, tratamento, trabalho, aí sim você dissolve tudo que está causando dor emocional.
Prof. Marcelo Magoga
Psicanalista, Terapeuta complementar
Santo André
Não nunca.
Entendo suas preocupações sobre a hipnose e os gatilhos que podem ser ativados durante o tratamento. É importante saber que a hipnose, quando usada corretamente, pode ser uma ferramenta terapêutica eficaz, mas também envolve precauções e considerações importantes. Em relação aos gatilhos, é fundamental que um terapeuta treinado em hipnose conduza uma avaliação detalhada do histórico do paciente antes de qualquer sessão hipnótica. Essa avaliação deve incluir a identificação de possíveis gatilhos ou traumas passados que poderiam ser ativados. No entanto, em alguns casos, gatilhos não identificados previamente podem emergir durante a hipnose. A periculosidade de um gatilho ativado depende da natureza do gatilho e da reação do paciente. Em situações inesperadas, o terapeuta deve estar preparado para lidar com essas situações de maneira sensível e profissional. O diálogo aberto entre você e seu terapeuta é essencial para garantir que se sinta seguro e compreendido durante todo o processo de hipnose. Se algo inesperado surgir, é fundamental discutir isso com seu terapeuta para que possa ser abordado de maneira adequada. Lembre-se de que a terapia é um espaço seguro para explorar suas preocupações e desafios. Se você tiver mais dúvidas ou preocupações sobre a hipnose, estou à disposição para ajudá-lo a esclarecer esses pontos e garantir que sua terapia seja conduzida de maneira segura e eficaz. O seu bem-estar emocional é uma prioridade, e estamos aqui para apoiá-lo ao longo desse processo.
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 Paulo Bonzanini
Psicanalista
Santo André
Na hipnose ericksoniana, é possível que certos gatilhos emocionais sejam ativados durante o tratamento. Esses gatilhos podem surgir como resultado da exploração de memórias, experiências passadas ou questões emocionais profundas durante o processo terapêutico. Quando isso acontece, é importante que o terapeuta esteja preparado para lidar com essas situações de maneira segura e eficaz.

Em alguns casos, um gatilho emocional pode ser ativado de forma intensa ou inesperada, o que pode ser desafiador tanto para o paciente quanto para o terapeuta. Em situações assim, o terapeuta pode ajudar o paciente a processar e lidar com as emoções surgidas, fornecendo apoio e orientação adequados durante o processo terapêutico.

Em relação à periculosidade, é importante notar que a hipnose ericksoniana é geralmente considerada segura quando realizada por um terapeuta qualificado e experiente. No entanto, como em qualquer forma de terapia, existem alguns riscos potenciais a serem considerados. Por exemplo, a reativação de memórias traumáticas ou emoções intensas pode ser angustiante para o paciente, especialmente se não forem devidamente gerenciadas pelo terapeuta.

É por isso que é essencial que o terapeuta esteja bem treinado e capacitado para lidar com uma ampla gama de situações durante o tratamento hipnótico. Eles devem ser capazes de reconhecer os sinais de desconforto ou angústia no paciente e responder de maneira apropriada, garantindo a segurança e o bem-estar do indivíduo.

Além disso, é importante que o paciente se sinta à vontade para comunicar qualquer desconforto ou preocupação que surja durante o processo terapêutico. Uma boa relação terapêutica baseada na confiança e na abertura pode ajudar a minimizar os riscos e promover resultados terapêuticos positivos.

Em resumo, embora a ativação de gatilhos emocionais durante a hipnose ericksoniana seja possível, com a orientação adequada de um terapeuta qualificado, essas situações podem ser gerenciadas de forma segura e eficaz, minimizando a periculosidade e promovendo o crescimento pessoal e o bem-estar emocional do paciente.






Na hipnose, gatilhos podem ser utilizados como parte do tratamento para auxiliar na modificação de comportamentos ou na superação de certos problemas. No entanto, é raro e incomum que um terapeuta habilidoso e treinado não consiga desativar ou eliminar um gatilho que foi ativado durante a sessão.

Se isso ocorrer, pode ser devido a várias razões, como a resistência do paciente, a complexidade do problema ou a falta de habilidade ou experiência do terapeuta. A periculosidade de um gatilho não desativado depende de sua natureza e do contexto em que foi criado. Em geral, os gatilhos hipnóticos são projetados para serem inofensivos e úteis para o paciente, mas um gatilho mal gerenciado ou inadequadamente instalado pode potencialmente causar desconforto ou ansiedade.

Para minimizar riscos, é crucial que o hipnoterapeuta seja bem treinado e siga práticas éticas e seguras. A comunicação aberta entre o terapeuta e o paciente também é fundamental, garantindo que qualquer desconforto ou efeito adverso seja prontamente abordado.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Freud abandonou a hipnose porque encontrou limitações em seu uso e preferiu focar na técnica da associação livre para acessar o inconsciente. Gatilhos ativados durante a hipnose podem, em alguns casos, causar reações inesperadas e desconforto. A periculosidade depende do controle do terapeuta e da experiência do paciente. É essencial que qualquer intervenção terapêutica seja realizada por um profissional qualificado e que haja um plano para lidar com reações adversas.
 Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Boa tarde! A hipnose é uma técnica que por segurança e visando eficácia deve ser usada dentro da psicoterapia. Um profissional experiente vai auxiliar a mudar os gatilhos afim de ter bons resultados. Mas já vi casos mal sucedidos feito por pseudo profissionais, precisa-se ter cuidado na escolha de onde cuidar da saúde mental e familiar. Um bom psicoterapeuta também vai avaliar o caso sugerindo as melhores técnicas para atingir o objetivo terapêutico conforme o caso do paciente.
  Marcos  Boldrin
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
ola
gatilhos pode ser despertar a qualquer momento, porem um bom hipnoterapeuta sabe lidar com isso tranquilamente
fico a disposição pra te ajudar com isso
 Rafael Haddad
Psicanalista, Terapeuta complementar
Niterói
Esses gatilhos não acontecem "na hipnose". Acontecem na vida, bem como em seus relacionamentos, no trabalho, no cotidiano. É difícil que este evento aconteça se o processo for realizado por um profissional experiente, visto que lidar com estas questões é natural dentro da hipnoterapia.

Se acontecer, pode gerar desconforto emocional temporário, mas com a orientação adequada, o terapeuta pode ajudar o paciente a retornar ao equilíbrio.

É fato também, que a percepção do paciente em criar uma "implicância" ou começar a duvidar do profissional, o que também cria uma crença de que o especialista não conseguirá desativar ou eliminar o gatilho. E aí, não por inabilidade ou imcompetência do profissional, mas por uma crença própria do paciente com ele.

Se for o caso em que tenha perdido a confiança no especialista proponho algumas questões para serem refletidas: Quantas vezes isso já aconteceu na sua vida sobre acreditar que não tem mais jeito? a culpa é sempre do outro? É um hábito, personalidade? gostaria que os "milagres" fossem mais rápidos? é uma questão de autossabotagem sua?

O especialista pode ser o melhor do mundo, mas o seu ponto de vista é que determinará o quanto permanecerá com ele ou duvidará de suas habilidades.

A mente é complexa e as relações humanas possuem infinitas possibilidades. Todo problema tem solução. Passo a passo.
Nenhum terapeuta pode desativar ou eliminar gatilhos. Pode orientar e ensinar o paciente a trabalhar seus próprios gatilhos. Caso a abordagem e metodologia utilizadas não tenham efeito o terapeuta pode propor outras, se ele dominar, ou o paciente pode procura um profissional que trabalhe com outras abordagens. Não sei dizer se é comum por não trabalhar com hipnose. Abraço.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.
Dr. Jaime Kuhn
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Leopoldo
Na hipnose clínica, o objetivo é trabalhar com memórias, comportamentos e gatilhos emocionais de maneira controlada e segura. É muito raro que um gatilho seja “ativado” de forma fora de controle. O que pode acontecer, especialmente em casos mais sensíveis, é que emoções fortes ou lembranças intensas apareçam durante a sessão, mas um terapeuta capacitado está treinado para orientar a pessoa, estabilizar a experiência e retornar a um estado seguro.

Casos em que um gatilho não é adequadamente gerenciado são excepcionais e geralmente relacionados a profissionais sem experiência adequada. Por isso, a escolha de um hipnoterapeuta qualificado é fundamental.

A hipnose não é perigosa quando conduzida por um profissional treinado e ético, mas pode gerar desconforto momentâneo se a pessoa estiver lidando com traumas profundos. Nessas situações, é essencial que haja acompanhamento contínuo e técnicas de ancoragem ou relaxamento para garantir segurança emocional durante e após a sessão.

Em resumo: é incomum e raro que um gatilho se torne incontrolável, e a hipnose clínica, quando realizada corretamente, é segura e eficaz para trabalhar com questões emocionais, comportamentais e psicológicas.
 Luciana Gantus
Psicanalista
São Paulo
Casos de gatilhos não desativados/eliminados: Embora a literatura não relate ser comum, a hipnose, como qualquer técnica terapêutica, tem seus desafios e a necessidade de um bom planejamento e condução do processo. A hipnose moderna foca em sugestões positivas e no trabalho em parceria com o paciente.

Comum? Não. A hipnose clínica e terapêutica é uma ferramenta utilizada para promover o autoconhecimento e a mudança, focando na identificação e neutralização dos gatilhos problemáticos.

Periculosidade: A hipnose em mãos de profissionais éticos e qualificados é considerada segura. O maior risco está associado ao uso indevido por pessoas sem a devida formação, à indução de falsas memórias ou a um trabalho superficial que não resolve a raiz do problema, podendo levar ao surgimento de outras manifestações.
O sucesso da hipnose depende muito da qualificação do profissional, da cooperação do paciente e da forma como a técnica é integrada ao tratamento.
Em qualquer abordagem terapêutica que envolva acesso a conteúdos emocionais profundos, existe a possibilidade de que lembranças, emoções intensas ou reações inesperadas sejam ativadas durante o processo, especialmente quando se trabalha com experiências traumáticas ou estados de maior vulnerabilidade psíquica. Em relatos clínicos, há descrições de situações em que estímulos internos foram ativados e a pessoa permaneceu em sofrimento após a sessão, o que costuma estar relacionado mais à forma de condução do processo, ao preparo do profissional e às condições emocionais do paciente do que à técnica em si. Por isso, qualquer intervenção que mexa com estados emocionais profundos exige avaliação criteriosa, manejo clínico cuidadoso e acompanhamento adequado. A periculosidade não está necessariamente na ativação de conteúdos, mas na ausência de sustentação terapêutica, de limites claros e de recursos para ajudar a pessoa a elaborar o que foi mobilizado. É importante destacar que sofrimento emocional, traumas, gatilhos e sintomas podem ser trabalhados de maneira segura e eficaz por meio da psicoterapia, sem a necessidade de recorrer a estados alterados de consciência. O cuidado clínico envolve compreender o funcionamento psíquico, respeitar o tempo do paciente e construir recursos internos para lidar com o que emerge, reduzindo riscos e promovendo elaboração gradual e sustentada.

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