Não gosto dos cortes em sessão que o analista faz . Me sinto muito mal . Isso é necessário , se sim
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Não gosto dos cortes em sessão que o analista faz. Me sinto muito mal. Isso é necessário, se sim, por que?
Olá, em primeiro lugar se isso está lhe incomodando é importante que você diga ao seu terapeuta e converse abertamente a respeito disso, desta forma ele poderá lhe explicar porque está te cortando. Em algumas abordagens faz parte do tratamento. Pode ser para pontuar algo que é importante para voce.;ou porque voce esteja sem querer saindo do foco; ou até uma técnica. Tudo vai depender da abordagem e do que está acontecendo no momento. Mas procure ser o mais transparente possível. A relaçào terapeuta deve ser de confiança e voce deve se sentir acolhido e seguro. Tenho certeza que se conversar sobre isso vai se sentir melhor e o terapeuta poderá lhe explicar porque age desta maneira com voce. Grande abraço
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Olá! Tem vezes que o corte na sessão é necessário enquanto manejo de tratamento. Seria importante você conversar com seu analista a respeito disso, sobre seus incomodos, angústias, queixas e questões para que haja a possibilidade de um tratamento efetivo.
Oi! Sim, o corte na sessão é utilizado como instrumento de manejo, mas é importante que esse e outros incômodos possam ser levados para a sua análise, pois isso diz de uma transferência com o analista e dá a oportunidade para ele repensar algumas estratégias.
Para você tirar maior proveito de sua análise, precisa expor ao seu analista seu incômodo. Dê a voce e a seu processo essa oportunidade de uma entrega ainda mais profunda sendo sincera sobre seu incômodo. Acredito que irá se surpreender com o que virá depois.
Coragem!
Coragem!
Olá, o corte é uma das técnicas que o psicanalista usa para manejar a análise de forma melhor. Não necessariamente o corte é usado em todos os pacientes e análises, mas quando a análise mexe com alguma questão de resistência, situações que o paciente necessita de desvencilhar para superar o sintoma, o analista usa o corte como forma de medida para evoluir a análise. O conselho que lhe dou é que você converse o seu analista a respeito do seu incômodo referente a isso, inclusive esse ponto pode fazer com que a análise possa evoluir e novos trajetos possam ser enxergados. Cuide-se ! Abraço!
O que se produz diante desse corte? Algo que pode ser uma questão para sua terapia. Se mexeu com você é porque algo se produziu. Leve esse incomodo para suas sessões e veja a que caminhos conseguem chegar. Abraço!
Não se trata de algo "necessário" em uma análise, mas sim de um recurso que pode ser utilizado. O corte é uma ferramenta de uso técnico dos analistas, no entanto, tem que ser medido o uso de acordo com o caso a caso de cada paciente em cada sessão. É importante nomear seus desconfortos junto a seu/sua analista, pensar juntos se isso é algo que fala da sua posição nas relações ou não. Muitas vezes é necessário coragem para adentrar em algumas questões, até mesmo do cotidiano do setting, mas costuma valer a pena dar voz para o que você sente e seus incômodos, veja se é possível caminhar com isso em análise. Um abraço!
Olá. O corte da sessão é uma forma de intervenção. Sendo assim, não é considerado como algo necessário ou não, mas simplesmente como uma forma de intervir durante a sessão. Porém, é importante dizer que o corte não tem como propósito a produção de mal-estar ou qualquer tipo de incômodo. E, consequentemente, se esse é o modo como você se sente em relação a ele, é importante que você possa falar disso com o seu analista, pois é fundamental que você se sinta confortável na presença dele e diante de suas intervenções, caso contrário, a análise perde o seu poder enriquecedor e se transforma em mais um dispositivo produtor de sofrimento. Espero ter auxiliado. Estou à disposição.
Você deve dizer desse descontentamento para o seu analista, pra isso serve a análise. Exponha todos os seus sentimentos, bons ou ruins lá.
Olá , como já foi comentado em outras respostas......acredito que se incomoda comente com ele para mudar a abordagem....muitas vezes isso faz parte da sessão....mas tudo pode ser conversado para você se sentir melhor.
Eu ratifico o que alguns colegas disseram anteriormente sobre ser interessante você expressar seu incômodo com o corte de sessão ao seu terapeuta, pode até ser que comentar seja produtivo para seu processo terapêutico. No mais, o corte de sessão costuma ser usado para finalizar a sessão num ponto da sua história de vida que você precise refletir mais a respeito, ou ainda, quando o paciente está falando de várias coisas para simplesmente fugir do seu real problema, nesse caso, a finalidade é interromper o fluxo de um discurso improdutivo.
Espero ter esclarecido um pouco, mas não deixe de perguntar ao seu terapeuta o porquê dos cortes, ele pode ter um motivo diferente.
Grande abraço!
Espero ter esclarecido um pouco, mas não deixe de perguntar ao seu terapeuta o porquê dos cortes, ele pode ter um motivo diferente.
Grande abraço!
A função do corte é causar um efeito no analisante e provocar algo para que a análise se estabeleça. Pelo seu relato isso deve estar acontecendo já que existe um mal estar. Talvez seja hora de falar sobre isso com sua analista.
Entendo que o processo entre analista e analisando é um processo que se dá, a partir de um momento na sessão de análise, no inconsciente.
Se o analista está envolvido nesse processo poderá fazer o corte ou não.
Falar com ele sobre o seu desconforto ajudaria no processo.
Se o analista está envolvido nesse processo poderá fazer o corte ou não.
Falar com ele sobre o seu desconforto ajudaria no processo.
Um corte numa narrativa pode se dar quando o terapeuta percebe que o cliente está usando a maior parte do tempo de sua sessão com assuntos que não lhe dizem diretamente respeito. Dá a impressão que o cliente está mirando um ponto qualquer de sua vivência cotidiana, sem querer ou ter a coragem de olhar para dentro de si e se perceber melhor. A psicoterapia não é um processo indolor, e quando o cliente está temeroso de se aprofundar em si mesmo, acaba se perdendo em narrativas que nada tem a ver com sua problemática, que o fez procurar um terapeuta. Por esta razão o terapeuta, que o conhece, tenta direcionar a sessão para que ele melhor se conheça e não tema seus próprios sentimentos.
Uma questão muito importante para o bom desempenho da terapia é a honestidade. Falar sobre os incômodos e desconfortos que você percebe no setting terapêutico com seu analista é o primeiro passo.
Caso você não consiga ser sincero o bastante, fazer uma auto reflexão: o quanto é difícil para você ser sincero em diversas situações? Medo de magoar? Medo de perder a pessoa? Medo de não ser mais querido pela pessoa? Não acredita que um diálogo honesto entre dois adultos possa gerar bons resultados? Não tem sido assertivo? Ou simplesmente este processo com este profissional pode não ser a melhor alternativa para você neste momento? Confie! Confie em sua intuição, confie na pessoa que escolheu para cuidar de você, e se acha que esta cuidado não está legal, converse, abra o jogo. Somos livres, e tudo se acerta com diálogo. Seu profissional com certeza será empático e maduro o suficiente dar um bom jeito nesta situação e te deixar satisfeito com seu trabalho. Até mais! ;)
Caso você não consiga ser sincero o bastante, fazer uma auto reflexão: o quanto é difícil para você ser sincero em diversas situações? Medo de magoar? Medo de perder a pessoa? Medo de não ser mais querido pela pessoa? Não acredita que um diálogo honesto entre dois adultos possa gerar bons resultados? Não tem sido assertivo? Ou simplesmente este processo com este profissional pode não ser a melhor alternativa para você neste momento? Confie! Confie em sua intuição, confie na pessoa que escolheu para cuidar de você, e se acha que esta cuidado não está legal, converse, abra o jogo. Somos livres, e tudo se acerta com diálogo. Seu profissional com certeza será empático e maduro o suficiente dar um bom jeito nesta situação e te deixar satisfeito com seu trabalho. Até mais! ;)
Se existe um incômodo, é interessante que você possa levá-lo ao seu analista. As dúvidas, queixas e incômodos com o processo analítico são conteúdo para a sua análise e geralmente tem grande valor, seja para uma mudança por parte do analista ou para que algo seu surja a partir disso. Os cortes fazem parte do processo e ocorrem de acordo com o aparece na sessão, sendo assim, procure perceber por que esse incômodo ocorre, se aparecem com mais frequência em determinados contextos/assuntos, etc.
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Na teoria lacaniana, os cortes se fazem para "impulsionar" o paciente a uma outra perspectiva sobre certo ponto. Havia um analisando de Lacan que referia que Lacan na sessão "sacudia com uma mão e afagava com a outra", a ideia é mais ou menos essa, mas é importante que se isso a faz sentir mal, que você possa dizer ao analista. Isso também pode ser tema de análise.
Concordo com o que alguns dos colegas escreveram. O corte é um dos manejos que o analista utiliza para conduzir o tratamento. Fale do seu mal estar para seu analista, certamente isso será muito importante.
Um abraço
Um abraço
Olá!
Como vai?
Geralmente os cortes são utilizados no tratamento analítico de orientação lacaniana, esses são realizados com o intuito de promover o encontro desse paciente com conteúdos do inconsciente que devem ser postos na sessão para o caminhar da análise: Quando o corte ocorre o paciente tem a sensação de sair com algo não dito, não esgotado, e é justamente esse não dito que o faz trabalhar esses conteúdos ao longo da semana para o próximo encontro.
Assim a ideal principal é facilitar a elaboração desse Tempo Inconsciente de compreender as coisas (os conteúdos que são alvo do corte) e não com o tempo cronológico da sessão, por exemplo. É um pouco complexo.
Além disso, seria legal se posicionar frente ao analista.
Abraço,
Como vai?
Geralmente os cortes são utilizados no tratamento analítico de orientação lacaniana, esses são realizados com o intuito de promover o encontro desse paciente com conteúdos do inconsciente que devem ser postos na sessão para o caminhar da análise: Quando o corte ocorre o paciente tem a sensação de sair com algo não dito, não esgotado, e é justamente esse não dito que o faz trabalhar esses conteúdos ao longo da semana para o próximo encontro.
Assim a ideal principal é facilitar a elaboração desse Tempo Inconsciente de compreender as coisas (os conteúdos que são alvo do corte) e não com o tempo cronológico da sessão, por exemplo. É um pouco complexo.
Além disso, seria legal se posicionar frente ao analista.
Abraço,
Olá, o corte é uma técnica amplamente utilizada pela clínica psicanalítica lacaniana, a fim de auxiliar o paciente, a partir de um lapso na linguagem e na linha de pensamento, a elaborar o que estava sendo dito. Ser necessário ou não vai depender da prática psicanalítica do(a) analista, na maneira que julga mais eficiente para que atinja uma elaboração inconsciente. Independentemente, se o corte mobilizou algum afeto de desprazer, isto deve ser comunicado abertamente ao seu(sua) analista, para que alcance uma compreensão sobre estes afetos despertados em relação a ele(a).
Olá! Em nenhum momento você mencionou que seu terapeuta é psicanalista, portanto não concordo com o que maioria escreveu acima. Converse sobre isso no próximo encontro com seu analista, se ele permanecer, mude de profissional considerando os pros e contra desta mudança.
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Olá! Tudo o que o analista faz durante a sessão tem um objetivo e pode funcionar como técnica de manejo: o silêncio, o questionamento, a forma como repete uma pergunta ou uma fala sua, o que diz e como pontua, o corte na sessão, etc. Se produz incômodo, talvez seja interessante levar isso para a sessão. Além disso, o que mais sente com relação a esses cortes? Quais pensamentos surgem quando isso acontece?
Para o bem da sua sessão e para que você entenda que está fugindo do objeto de análise, que é você e sua história. O corte ocorre quando você foge, mente, sabota a si mesmo.
A análise lacaniana é baseada na linguagem e no tempo do inconsciente, por isso os cortes. Os cortes lacanianos focam no desejo e no sofrimento do analisando. Segundo Lacan, o inconsciente é estruturado como uma linguagem, então seu analista prima pela prevalência da função da palavra e o domínio da linguagem no seu trabalho. Já que a fala se constitui como o principal canal por onde as angustias caminham, os cortes podem trabalhar pra manter a angústia em circuito.
Já que esta angústia gerou sua curiosidade talvez possa ter tema de sua próxima análise! Um abraço
Já que esta angústia gerou sua curiosidade talvez possa ter tema de sua próxima análise! Um abraço
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Quando o psicanalista realiza o corte em uma sessão é provavelmente porque algo importante foi falado e tem relação direta com o problema que vem sendo trabalhado nas sessões.
O corte nunca é aleatório.
Sinta o que esse corte causa e traga esse sentimento, sensação e discurso para a próxima sessão. Grandes avanços podem surgir a partir desse ponto.
O corte nunca é aleatório.
Sinta o que esse corte causa e traga esse sentimento, sensação e discurso para a próxima sessão. Grandes avanços podem surgir a partir desse ponto.
O corte pode, de fato, ser um incômodo. Mas a própria psicanálise surgiu a partir do corte. Através dos cortes operados em relação às suas pacientes histéricas, Freud foi recolhendo material para construir sua teoria e sua prática da escuta. Lacan ao ser expulso da IPA (Associação Psicanalítica Internacional) - episódio que o psicanalista francês denominou "excomunhão" - sofreu um corte que estimulou sua criatividade. Na sequência, produziu o magnífico seminário 11 sobre os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (e muitos outros textos igualmente importantes). Portanto, este é o ponto que quero reter: o corte pode estimular sua elaboração subjetiva. Sugiro que tenha um pouco mais de resiliência diante deste estranhamento. Valerá a pena!
Que bom que está sentindo incomodada, faz parte do processo de Análise esse estranhar. Mas creio que deva falar sobre o que está acontecendo com o seu Terapeuta. E sim, "cortes" fazem parte do processo analítico.
Entre Analisando e o Analista é importante a transferência, para que a análise acontece. Penso que a identificação com o tipo de abordagem, tem sua importância, tendo em vista que, há pessoas que sentem angustias difíceis de suportar.
É importante você dizer a ele, dependendo da resposta, e do que vier a seguir, você decide se continua ou não.
As técnicas utilizadas durante uma sessão de psicanálise podem variar dependendo do estilo do terapeuta, mas muitos analistas usam cortes para interromper uma associação de pensamentos ou para ajudar o paciente a se concentrar em um assunto específico. Estes cortes são considerados uma ferramenta para ajudar o paciente a explorar seus pensamentos e emoções de maneira mais profunda. No entanto, é importante lembrar que a terapia é uma relação colaborativa entre o paciente e o terapeuta, e é importante que o paciente se sinta à vontade e compreenda o que está acontecendo durante uma sessão. Se você está se sentindo mal com os cortes do analista, é importante discutir isso com ele para entender a razão e avaliar se a técnica é a mais adequada para você.
Compreendo a sua preocupação em relação aos cortes feitos em sessão durante a terapia psicanalítica. É importante saber que esses cortes, muitas vezes chamados de interpretações, fazem parte do processo terapêutico na psicanálise. Eles têm o propósito de promover a reflexão e o autoconhecimento. Quando o analista faz um corte, está buscando direcionar a atenção para aspectos do seu pensamento, sentimentos ou comportamentos que podem ser relevantes para a compreensão de padrões emocionais ou questões subjacentes. Essas interpretações podem ajudar a revelar pensamentos ou emoções que estão ocultos no inconsciente e que podem estar influenciando a maneira como você se sente e age. No entanto, é fundamental que você se sinta confortável e seguro durante as sessões de terapia. Se os cortes estiverem causando desconforto excessivo, é importante discutir isso com o seu analista. A terapia deve ser um espaço de apoio e crescimento pessoal, e é crucial que você e o terapeuta trabalhem juntos para encontrar uma abordagem que funcione melhor para você. Comunique suas preocupações ao seu analista e discuta como você se sente em relação às interpretações. O diálogo aberto e a colaboração entre vocês são fundamentais para um tratamento eficaz. O objetivo da terapia é ajudá-lo a compreender-se melhor e a encontrar maneiras saudáveis de lidar com os desafios emocionais que enfrenta.
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Os cortes em sessão, ou seja, o término das sessões em determinado momento, são uma parte essencial do processo terapêutico na psicanálise e em outras formas de terapia. Embora possa ser desconfortável ou até mesmo angustiante para alguns pacientes, é importante entender por que os cortes são necessários e como podem ser benéficos para o progresso terapêutico. Aqui estão algumas razões pelas quais os cortes são uma prática comum na psicanálise:
Estabelecimento de limites e estrutura: Os cortes em sessão ajudam a estabelecer uma estrutura clara para as sessões terapêuticas. Eles definem o início e o fim de cada sessão, criando limites de tempo e espaço que ajudam a manter o foco e a direção do trabalho terapêutico.
Processamento e integração das emoções: O término de uma sessão pode permitir que o paciente processe e integre as emoções e insights que surgiram durante a sessão. Isso pode ser especialmente importante se o material discutido for intenso ou emocionalmente desafiador.
Respeito ao tempo do paciente: Os cortes em sessão respeitam o tempo e os limites do paciente. Eles garantem que o paciente tenha tempo suficiente para processar as informações discutidas durante a sessão e para se preparar mentalmente para retornar à vida cotidiana.
Transferência e contratransferência: Os cortes em sessão também podem servir para explorar dinâmicas de transferência e contratransferência entre o paciente e o terapeuta. O término de uma sessão pode desencadear sentimentos de despedida, separação ou rejeição no paciente, que podem ser explorados terapeuticamente na sessão seguinte.
Preservação do setting terapêutico: Os cortes em sessão ajudam a preservar o setting terapêutico como um espaço seguro e protegido para o trabalho emocional e psicológico. Eles criam uma sensação de continuidade e consistência ao longo do processo terapêutico.
É importante comunicar qualquer desconforto ou angústia que você sinta em relação aos cortes em sessão com seu terapeuta. Eles podem ser capazes de ajustar a maneira como os cortes são feitos ou fornecer suporte adicional para lidar com esses sentimentos. Além disso, explorar esses sentimentos na terapia pode fornecer insights valiosos sobre suas dinâmicas emocionais e relacionamentos interpessoais.
Estabelecimento de limites e estrutura: Os cortes em sessão ajudam a estabelecer uma estrutura clara para as sessões terapêuticas. Eles definem o início e o fim de cada sessão, criando limites de tempo e espaço que ajudam a manter o foco e a direção do trabalho terapêutico.
Processamento e integração das emoções: O término de uma sessão pode permitir que o paciente processe e integre as emoções e insights que surgiram durante a sessão. Isso pode ser especialmente importante se o material discutido for intenso ou emocionalmente desafiador.
Respeito ao tempo do paciente: Os cortes em sessão respeitam o tempo e os limites do paciente. Eles garantem que o paciente tenha tempo suficiente para processar as informações discutidas durante a sessão e para se preparar mentalmente para retornar à vida cotidiana.
Transferência e contratransferência: Os cortes em sessão também podem servir para explorar dinâmicas de transferência e contratransferência entre o paciente e o terapeuta. O término de uma sessão pode desencadear sentimentos de despedida, separação ou rejeição no paciente, que podem ser explorados terapeuticamente na sessão seguinte.
Preservação do setting terapêutico: Os cortes em sessão ajudam a preservar o setting terapêutico como um espaço seguro e protegido para o trabalho emocional e psicológico. Eles criam uma sensação de continuidade e consistência ao longo do processo terapêutico.
É importante comunicar qualquer desconforto ou angústia que você sinta em relação aos cortes em sessão com seu terapeuta. Eles podem ser capazes de ajustar a maneira como os cortes são feitos ou fornecer suporte adicional para lidar com esses sentimentos. Além disso, explorar esses sentimentos na terapia pode fornecer insights valiosos sobre suas dinâmicas emocionais e relacionamentos interpessoais.
O corte interrompe o fluxo de associações do analisando, criando um momento de descontinuidade na cadeia significante. Muitas vezes ocorre em um ponto onde uma palavra ou frase precisa ser destacada ou escandida (quebrada). Isso pois, o inconsciente é estruturado como linguagem e os significantes possuem um papel crucial na formação dos sintomas e na posição do discurso do analisando.
Utilizar cortes ou intervenções diretas do analista é uma forma de estimular a reflexão e a compreensão, ajudando a descobrir padrões e conflitos mais profundos. Porém, é fundamental que você se sinta confortável e confiante durante o processo. Se esses cortes incomodam você, é importante discutir abertamente com seu analista como isso afeta você. A resistência é uma parte natural do processo terapêutico, mas dizer o que sente a respeito de determinado assunto, é essencial para refinar a abordagem e garantir que a terapia seja eficaz e atenda às suas necessidades.
Olá! As sessões que acabam com um corte acabam repercutindo de forma incisiva no paciente. No teu caso, vens buscar opiniões de outros profissionais! Isso já é bastante curioso. Como será que reage quando recebe limites, da vida ou das pessoas? Quem sabe conversar sobre isto na tua análise. Outras opiniões de colegas explicam a técnica! Será que tu resiste ao limite de uma autoridade, recorrendo a outras? Como as crianças que pedem para a mãe e depois para o pai autorização para algo?
A sua preocupação em relação aos cortes feitos durante as sessões de psicanálise é compreensível, e é importante entender o propósito desses cortes. Os cortes, muitas vezes chamados de interpretações, são uma parte essencial do processo terapêutico na psicanálise. Eles têm a finalidade de promover a reflexão e o autoconhecimento.
Quando o analista faz um corte, ele busca direcionar sua atenção para aspectos do seu pensamento, sentimentos ou comportamentos que podem ser relevantes para a compreensão de padrões emocionais ou questões subjacentes. Essas intervenções podem ajudar a revelar pensamentos ou emoções que estão ocultos no inconsciente e que podem estar influenciando a maneira como você se sente e age.
Embora os cortes possam ser desconfortáveis ou até angustiantes em alguns momentos, eles são projetados para ajudar no seu processo de análise. É fundamental que você se sinta confortável e seguro durante as sessões. Se os cortes estiverem causando um desconforto excessivo, é importante discutir isso com seu analista. A terapia deve ser um espaço de apoio e crescimento pessoal, e é crucial que você e o terapeuta trabalhem juntos para encontrar uma abordagem que funcione melhor para você.
O diálogo aberto sobre suas preocupações é essencial para um tratamento eficaz. Ao comunicar como você se sente em relação às interpretações e cortes, vocês podem explorar juntos a dinâmica da terapia e ajustar o processo conforme necessário. O objetivo da psicanálise é ajudá-lo a compreender-se melhor e encontrar maneiras saudáveis de lidar com os desafios emocionais que enfrenta.
Quando o analista faz um corte, ele busca direcionar sua atenção para aspectos do seu pensamento, sentimentos ou comportamentos que podem ser relevantes para a compreensão de padrões emocionais ou questões subjacentes. Essas intervenções podem ajudar a revelar pensamentos ou emoções que estão ocultos no inconsciente e que podem estar influenciando a maneira como você se sente e age.
Embora os cortes possam ser desconfortáveis ou até angustiantes em alguns momentos, eles são projetados para ajudar no seu processo de análise. É fundamental que você se sinta confortável e seguro durante as sessões. Se os cortes estiverem causando um desconforto excessivo, é importante discutir isso com seu analista. A terapia deve ser um espaço de apoio e crescimento pessoal, e é crucial que você e o terapeuta trabalhem juntos para encontrar uma abordagem que funcione melhor para você.
O diálogo aberto sobre suas preocupações é essencial para um tratamento eficaz. Ao comunicar como você se sente em relação às interpretações e cortes, vocês podem explorar juntos a dinâmica da terapia e ajustar o processo conforme necessário. O objetivo da psicanálise é ajudá-lo a compreender-se melhor e encontrar maneiras saudáveis de lidar com os desafios emocionais que enfrenta.
Depende da abordagem do profissional, nem sempre tem cortes, o paciente se sente confortavel em falar sobre suas angustias e sentimentos, o corte é parte importante, mas vem a representar o papel de organizar, nos ajuda a encontrar limites em nossos desejos e fantasias por exemplo.
Entendo como os cortes podem ser desconfortáveis e gerar um sentimento de mal-estar. Na psicanálise, os cortes ou interrupções nas sessões, também conhecidos como "intervenções" do analista, são uma técnica que pode ser usada de diferentes formas, dependendo da abordagem do terapeuta e das necessidades do paciente. O propósito de tais intervenções não é causar sofrimento, mas sim promover o processo de autoexploração e aumentar a consciência do paciente sobre o que está acontecendo no momento.
Esses "cortes" podem ter algumas funções, como:
Afastamento do discurso automático: Às vezes, os pacientes começam a falar de maneira muito automática ou superficial, sem perceber padrões repetitivos ou questões inconscientes. O analista pode interromper para incentivar o paciente a refletir mais profundamente sobre o que está dizendo ou sobre as emoções que podem estar por trás do discurso.
Clarificação de conflitos: O analista pode interromper o fluxo do paciente para apontar um comportamento ou sentimento contraditório, trazendo à tona algo que não foi completamente consciente ou que está sendo evitado.
Atenção ao processo terapêutico: Os cortes podem ser usados para manter o foco na dinâmica da sessão e impedir que o paciente se desvie muito de um tema importante. Isso ajuda a evitar distrações e a aprofundar a análise.
No entanto, se você sente que essas interrupções são muito difíceis de lidar ou que elas prejudicam o seu processo, é importante comunicar isso ao seu analista. O vínculo terapêutico é fundamental para o sucesso da análise, e é essencial que o ambiente seja seguro e confortável para você. O terapeuta pode então ajustar suas intervenções, buscando outras maneiras de conduzir a sessão sem causar mal-estar.
Essa questão é algo que pode ser trabalhado na própria análise, ajudando a compreender as reações que surgem quando isso acontece e o que essas sensações podem representar em termos de seus próprios processos emocionais e relacionais.
Esses "cortes" podem ter algumas funções, como:
Afastamento do discurso automático: Às vezes, os pacientes começam a falar de maneira muito automática ou superficial, sem perceber padrões repetitivos ou questões inconscientes. O analista pode interromper para incentivar o paciente a refletir mais profundamente sobre o que está dizendo ou sobre as emoções que podem estar por trás do discurso.
Clarificação de conflitos: O analista pode interromper o fluxo do paciente para apontar um comportamento ou sentimento contraditório, trazendo à tona algo que não foi completamente consciente ou que está sendo evitado.
Atenção ao processo terapêutico: Os cortes podem ser usados para manter o foco na dinâmica da sessão e impedir que o paciente se desvie muito de um tema importante. Isso ajuda a evitar distrações e a aprofundar a análise.
No entanto, se você sente que essas interrupções são muito difíceis de lidar ou que elas prejudicam o seu processo, é importante comunicar isso ao seu analista. O vínculo terapêutico é fundamental para o sucesso da análise, e é essencial que o ambiente seja seguro e confortável para você. O terapeuta pode então ajustar suas intervenções, buscando outras maneiras de conduzir a sessão sem causar mal-estar.
Essa questão é algo que pode ser trabalhado na própria análise, ajudando a compreender as reações que surgem quando isso acontece e o que essas sensações podem representar em termos de seus próprios processos emocionais e relacionais.
Conheça novos profissionais, cada um tem um perfil de abordagem que em geral podem diferenciar um do outro...te convido para uma sessão de psicanalista. Att Psicanalista Patricia Rodrigues
Em qualquer sessão de psicoterapia um dos pressupostos mais importantes é a clareza nas interações entre paciente e psicoterapeuta. Então, se isso está fazendo mal ou deixa você desconfortável, verifique: você já falou sobre isso com o seu psicoterapeuta? Se não falou, o que lhe impede ou dificulta falar? Se o psicoterapeuta se incomodar com o seu questionamento, talvez seja melhor mudar de profissional. Abraço.
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com seu psicanalista.
Quando a fome é demais,pode engasgar.
Utilizo de ferramentas para tranquilizar o paciente.
Dessa forma ele conseguirá estar mais presente na sessão e resolver suas questões compassivamente.
Utilizo de ferramentas para tranquilizar o paciente.
Dessa forma ele conseguirá estar mais presente na sessão e resolver suas questões compassivamente.
Na psicanálise lacaniana, o corte de sessão é uma técnica com propósito: marcar algo importante no discurso do paciente. Ao interromper no momento certo, o analista convida o sujeito a escutar o que disse de forma diferente, ajudando-o a acessar o que está inconsciente. Isso pode causar desconforto, especialmente se a pessoa espera acolhimento contínuo, mas faz parte do processo. Ainda assim, se o mal-estar for constante ou paralisante, é importante trazer isso para a análise e conversar sobre o impacto emocional que esse corte está gerando.
Olá,
Na psicanálise lacaniana, os cortes durante a sessão servem para pontuar uma importante formação do inconsciente, ou seja, algo que a pessoa em análise terá que pensar bastante a respeito. Portanto, entendendo que o processo de análise também ocorre entre uma sessão e outra (ou seja, o(a) paciente vai refletir sobre as coisas ditas até a próxima sessão), ao realizar um corte, nós, analistas, estamos de certo modo sublinhando algo que é de grande importância para a pessoa em tratamento (e dando oportunidade dela se haver com isso até o próximo encontro conosco).
Por outro lado, há se ter muito cuidado para realizar um corte na sessão. O(a) analista deve ter uma boa noção do ponto da análise em que o(a) paciente se encontra, deve antever se a pessoa tem ou não condições de suportar determinados cortes na circunstância em que se encontra. Caso contrário, alguns cortes podem ser muito selvagens. Nestes casos, os cortes mais atrapalham do que ajudam, pois não colocam a pessoa em trabalho analítico, apenas a fazem sofrer mais.
Na psicanálise lacaniana, os cortes durante a sessão servem para pontuar uma importante formação do inconsciente, ou seja, algo que a pessoa em análise terá que pensar bastante a respeito. Portanto, entendendo que o processo de análise também ocorre entre uma sessão e outra (ou seja, o(a) paciente vai refletir sobre as coisas ditas até a próxima sessão), ao realizar um corte, nós, analistas, estamos de certo modo sublinhando algo que é de grande importância para a pessoa em tratamento (e dando oportunidade dela se haver com isso até o próximo encontro conosco).
Por outro lado, há se ter muito cuidado para realizar um corte na sessão. O(a) analista deve ter uma boa noção do ponto da análise em que o(a) paciente se encontra, deve antever se a pessoa tem ou não condições de suportar determinados cortes na circunstância em que se encontra. Caso contrário, alguns cortes podem ser muito selvagens. Nestes casos, os cortes mais atrapalham do que ajudam, pois não colocam a pessoa em trabalho analítico, apenas a fazem sofrer mais.
Na psicanálise lacaniana, os “cortes” do analista não têm a intenção de machucar ou criticar, mas de chamar atenção para algo importante que emerge da sua fala. Eles ajudam o paciente a perceber padrões, lacunas ou repetições em seu discurso que poderiam passar despercebidos. Esses cortes são fundamentais para que você entre em contato com seu próprio inconsciente e reflita sobre desejos, conflitos e modos de pensar e agir. Mas, em todo caso, talvez seja interessante você levar isso para a sua análise.
É compreensível que se sinta mal com os cortes. Eles não são um jogo de poder, mas uma ferramenta para marcar algo importante que você trouxe, interrompendo a narrativa habitual para que um novo sentido possa emergir. Essa intervenção visa trabalhar com o que surge de modo inesperado, que muitas vezes é onde reside a chave do sofrimento. Conversar sobre esse incômodo com seu analista é parte fundamental do processo.
Olá, como tem passado?
O que você está sentindo é muito legítimo e, na verdade, já indica algo importante sobre o próprio processo analítico. O corte do analista é uma ferramenta central da psicanálise, porque permite que o sujeito se encontre com o próprio desejo, com a própria palavra e com o silêncio do inconsciente.
Quando o analista faz um corte, ele não está fechando o diálogo; está criando um espaço para que você perceba o que permanece oculto por trás daquilo que é dito, para que a palavra ou o pensamento que se apresenta não seja imediatamente preenchido por outra interpretação ou explicação. É nesse intervalo que o inconsciente pode se manifestar, que associações surgem, que emoções veladas aparecem.
Do ponto de vista psicanalítico, essa sensação de desconforto não é um erro do analista nem um sinal de que você está “fazendo algo errado”. Pelo contrário, é justamente um indicativo de que o corte está funcionando: ele revela onde existe resistência, tensão ou conflito interno.
Se os cortes geram sofrimento intenso, é importante levar isso para a sessão. Falar sobre a reação que o corte desperta também faz parte da análise: o desconforto em si é material precioso para a interpretação e para a elaboração do que está acontecendo no inconsciente.
Espero ter ajudado.
O que você está sentindo é muito legítimo e, na verdade, já indica algo importante sobre o próprio processo analítico. O corte do analista é uma ferramenta central da psicanálise, porque permite que o sujeito se encontre com o próprio desejo, com a própria palavra e com o silêncio do inconsciente.
Quando o analista faz um corte, ele não está fechando o diálogo; está criando um espaço para que você perceba o que permanece oculto por trás daquilo que é dito, para que a palavra ou o pensamento que se apresenta não seja imediatamente preenchido por outra interpretação ou explicação. É nesse intervalo que o inconsciente pode se manifestar, que associações surgem, que emoções veladas aparecem.
Do ponto de vista psicanalítico, essa sensação de desconforto não é um erro do analista nem um sinal de que você está “fazendo algo errado”. Pelo contrário, é justamente um indicativo de que o corte está funcionando: ele revela onde existe resistência, tensão ou conflito interno.
Se os cortes geram sofrimento intenso, é importante levar isso para a sessão. Falar sobre a reação que o corte desperta também faz parte da análise: o desconforto em si é material precioso para a interpretação e para a elaboração do que está acontecendo no inconsciente.
Espero ter ajudado.
Os Cortes na Sessão e a Psicanálise
Na psicanálise, especialmente na abordagem lacaniana (mas com fundamentos na teoria freudiana do tempo e da repetição), o "corte" na sessão não é visto apenas como o fim do tempo cronometrado. Ele é uma intervenção técnica do analista e, sim, é considerado necessário em certos momentos, embora sua aplicação possa variar muito de analista para analista.
Por que é Necessário?
O corte tem a função de pontuar algo no seu discurso, servindo como uma interrupção lógica, e não meramente cronológica. Os principais objetivos são:
Marcar um Significante Crucial: O analista pode interromper a sessão logo após você dizer algo que parece ser de extrema importância, um ponto de virada, uma palavra ou frase que revela uma manifestação do seu inconsciente. O corte serve para que essa fala não se perca ou seja "diluída" na continuidade do discurso, dando-lhe um peso e uma urgência.
Produzir um Efeito de Sentido: Ao interromper, o analista força o paciente a elaborar e refletir sobre aquela última frase dita. O corte coloca o paciente em contato com a falta (a interrupção do discurso), que pode levá-lo a um novo insight ou a uma angústia produtiva que será trabalhada na próxima sessão. É uma forma de mobilizar o trabalho psíquico.
Romper a Repetição: Às vezes, o corte pode servir para interromper um fluxo de falas repetitivas e sem avanço, chamando o paciente para sair do círculo vicioso e encarar sua posição no que está sendo dito.
Enfatizar o Tempo Lógico: Para essa linha da psicanálise, a sessão deve durar o tempo necessário para o trabalho psíquico daquele momento, e não um tempo fixo de relógio. O corte marca o tempo de compreender ou o momento de concluir um pensamento ou um afeto.
A Importância de Falar sobre o Seu Mal-Estar
A sua reação de se sentir muito mal é uma informação valiosa para a sua análise. Se o corte está gerando angústia ou mal-estar excessivo:
Não é um erro seu: Você não está "fazendo errado" ao se sentir assim.
É material de análise: O que o corte provoca em você (o mal-estar, a sensação de abandono, a raiva, a frustração) precisa ser falado em sessão. Essa reação é uma manifestação da sua subjetividade e pode estar ligada a questões profundas sobre o seu relacionamento com a falta, com a autoridade, ou com a sensação de interrupção em sua vida.
Comunique-se: O seu analista precisa saber como essa intervenção está ressoando em você para que ele possa calibrar a técnica ou, o que é mais provável, para que vocês possam analisar a sua reação.
Sugestão: Comece a próxima sessão dizendo exatamente o que você me disse: "Não gosto dos cortes que você faz, me sinto muito mal com isso."
Essa abertura de comunicação é parte fundamental do processo.
Na psicanálise, especialmente na abordagem lacaniana (mas com fundamentos na teoria freudiana do tempo e da repetição), o "corte" na sessão não é visto apenas como o fim do tempo cronometrado. Ele é uma intervenção técnica do analista e, sim, é considerado necessário em certos momentos, embora sua aplicação possa variar muito de analista para analista.
Por que é Necessário?
O corte tem a função de pontuar algo no seu discurso, servindo como uma interrupção lógica, e não meramente cronológica. Os principais objetivos são:
Marcar um Significante Crucial: O analista pode interromper a sessão logo após você dizer algo que parece ser de extrema importância, um ponto de virada, uma palavra ou frase que revela uma manifestação do seu inconsciente. O corte serve para que essa fala não se perca ou seja "diluída" na continuidade do discurso, dando-lhe um peso e uma urgência.
Produzir um Efeito de Sentido: Ao interromper, o analista força o paciente a elaborar e refletir sobre aquela última frase dita. O corte coloca o paciente em contato com a falta (a interrupção do discurso), que pode levá-lo a um novo insight ou a uma angústia produtiva que será trabalhada na próxima sessão. É uma forma de mobilizar o trabalho psíquico.
Romper a Repetição: Às vezes, o corte pode servir para interromper um fluxo de falas repetitivas e sem avanço, chamando o paciente para sair do círculo vicioso e encarar sua posição no que está sendo dito.
Enfatizar o Tempo Lógico: Para essa linha da psicanálise, a sessão deve durar o tempo necessário para o trabalho psíquico daquele momento, e não um tempo fixo de relógio. O corte marca o tempo de compreender ou o momento de concluir um pensamento ou um afeto.
A Importância de Falar sobre o Seu Mal-Estar
A sua reação de se sentir muito mal é uma informação valiosa para a sua análise. Se o corte está gerando angústia ou mal-estar excessivo:
Não é um erro seu: Você não está "fazendo errado" ao se sentir assim.
É material de análise: O que o corte provoca em você (o mal-estar, a sensação de abandono, a raiva, a frustração) precisa ser falado em sessão. Essa reação é uma manifestação da sua subjetividade e pode estar ligada a questões profundas sobre o seu relacionamento com a falta, com a autoridade, ou com a sensação de interrupção em sua vida.
Comunique-se: O seu analista precisa saber como essa intervenção está ressoando em você para que ele possa calibrar a técnica ou, o que é mais provável, para que vocês possam analisar a sua reação.
Sugestão: Comece a próxima sessão dizendo exatamente o que você me disse: "Não gosto dos cortes que você faz, me sinto muito mal com isso."
Essa abertura de comunicação é parte fundamental do processo.
Seu analista provavelmente é lacaniano. O corte serve para marcar a importância de algo que foi dito, para que a pessoa leve a questão para casa. Há outras linhas de psicanálise que não trabalham com o corte, como a winnicotiana e a ferencziana.
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