Bom dia, tenho fenda glotica longitudinal, foi prescrito terapia da fala. Se não a fizer, quais as c
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Bom dia, tenho fenda glotica longitudinal, foi prescrito terapia da fala. Se não a fizer, quais as consequências/ problemas que poderei desenvolver?
Apareceu após infeção respiratória, terá alguma ligação?
Não sendo de nascença, e não sendo cantora, nem usando mt a voz, como pode aparecer? Obrigada
Ana, Portugal
Apareceu após infeção respiratória, terá alguma ligação?
Não sendo de nascença, e não sendo cantora, nem usando mt a voz, como pode aparecer? Obrigada
Ana, Portugal

Bom dia, Ana! Agradeço pela sua pergunta, muito relevante e feita com bastante clareza. Vamos por partes para que tudo fique bem compreendido:
O que é uma fenda glótica longitudinal?
A fenda glótica (ou “fenda glótica longitudinal”) é um espaço anormal que se forma entre as cordas vocais quando elas deveriam estar completamente unidas durante a fonação (fala). Esse espaço pode ser:
Longitudinal: ou seja, estende-se ao longo de boa parte do comprimento das pregas vocais.
Parcial ou completa.
Pode estar presente desde o nascimento (congénita) ou surgir ao longo da vida (adquirida).
Pode ter relação com uma infeção respiratória?
Sim, pode. Uma infeção respiratória, especialmente se envolver laringite viral ou bacteriana, pode inflamar as cordas vocais e afetar seu funcionamento. Em alguns casos, isso leva à atrofia muscular leve ou à descoordenação da musculatura laríngea, criando uma fenda glótica transitória ou persistente.
Se a infecção foi acompanhada de tosse intensa, uso excessivo da voz ou rouquidão prolongada, isso também pode contribuir para o aparecimento da fenda.
Mesmo não sendo cantora ou usando muito a voz, por que pode aparecer?
Ótima pergunta! A fenda pode surgir por diversos motivos, mesmo em pessoas que não usam excessivamente a voz:
Alterações hormonais (inclusive com a idade);
Fraqueza ou atrofia muscular (mais comum a partir dos 40-50 anos);
Uso incorreto ou ineficiente da voz, mesmo em contextos cotidianos;
Inflamações ou infeções prévias;
Refluxo gastroesofágico atingindo a laringe;
Em alguns casos, não se identifica uma causa específica (idiopática).
O que pode acontecer se não fizer a terapia da fala?
A terapia da fala (com um terapeuta especializado em voz) é fundamental porque ajuda a reeducar o uso da voz, fortalecer a musculatura laríngea e melhorar a coaptação das pregas vocais.
Se a terapia não for feita, alguns problemas podem surgir ou se agravar:
Rouquidão persistente;
Cansaço vocal com pouca fala;
Dificuldade de projeção da voz (falar em ambientes ruidosos, por exemplo);
Sensação de esforço ao falar;
Tosse ou pigarro frequentes;
Em longo prazo, compensações vocais inadequadas, que podem sobrecarregar outras estruturas da laringe e causar lesões secundárias (como nódulos ou pólipos).
Recomendações finais
Siga a indicação da terapia da fala com regularidade. Ela costuma ser eficaz e pode evitar a progressão do problema.
Se ainda não fez, é útil realizar uma videolaringoscopia para melhor documentação da fenda e acompanhamento.
Caso sinta refluxo, pigarro ou queimação, vale a pena avaliar se há refluxo laringofaríngeo, pois ele pode agravar a situação.
Hidratação e descanso vocal (sem exageros de silêncio ou uso excessivo) também ajudam bastante.
Se quiser, posso ajudá-la com exemplos de exercícios vocais suaves ou tirar dúvidas sobre a terapia.
Desejo-lhe uma ótima recuperação e estou à disposição sempre que precisar.
Com estima,
O que é uma fenda glótica longitudinal?
A fenda glótica (ou “fenda glótica longitudinal”) é um espaço anormal que se forma entre as cordas vocais quando elas deveriam estar completamente unidas durante a fonação (fala). Esse espaço pode ser:
Longitudinal: ou seja, estende-se ao longo de boa parte do comprimento das pregas vocais.
Parcial ou completa.
Pode estar presente desde o nascimento (congénita) ou surgir ao longo da vida (adquirida).
Pode ter relação com uma infeção respiratória?
Sim, pode. Uma infeção respiratória, especialmente se envolver laringite viral ou bacteriana, pode inflamar as cordas vocais e afetar seu funcionamento. Em alguns casos, isso leva à atrofia muscular leve ou à descoordenação da musculatura laríngea, criando uma fenda glótica transitória ou persistente.
Se a infecção foi acompanhada de tosse intensa, uso excessivo da voz ou rouquidão prolongada, isso também pode contribuir para o aparecimento da fenda.
Mesmo não sendo cantora ou usando muito a voz, por que pode aparecer?
Ótima pergunta! A fenda pode surgir por diversos motivos, mesmo em pessoas que não usam excessivamente a voz:
Alterações hormonais (inclusive com a idade);
Fraqueza ou atrofia muscular (mais comum a partir dos 40-50 anos);
Uso incorreto ou ineficiente da voz, mesmo em contextos cotidianos;
Inflamações ou infeções prévias;
Refluxo gastroesofágico atingindo a laringe;
Em alguns casos, não se identifica uma causa específica (idiopática).
O que pode acontecer se não fizer a terapia da fala?
A terapia da fala (com um terapeuta especializado em voz) é fundamental porque ajuda a reeducar o uso da voz, fortalecer a musculatura laríngea e melhorar a coaptação das pregas vocais.
Se a terapia não for feita, alguns problemas podem surgir ou se agravar:
Rouquidão persistente;
Cansaço vocal com pouca fala;
Dificuldade de projeção da voz (falar em ambientes ruidosos, por exemplo);
Sensação de esforço ao falar;
Tosse ou pigarro frequentes;
Em longo prazo, compensações vocais inadequadas, que podem sobrecarregar outras estruturas da laringe e causar lesões secundárias (como nódulos ou pólipos).
Recomendações finais
Siga a indicação da terapia da fala com regularidade. Ela costuma ser eficaz e pode evitar a progressão do problema.
Se ainda não fez, é útil realizar uma videolaringoscopia para melhor documentação da fenda e acompanhamento.
Caso sinta refluxo, pigarro ou queimação, vale a pena avaliar se há refluxo laringofaríngeo, pois ele pode agravar a situação.
Hidratação e descanso vocal (sem exageros de silêncio ou uso excessivo) também ajudam bastante.
Se quiser, posso ajudá-la com exemplos de exercícios vocais suaves ou tirar dúvidas sobre a terapia.
Desejo-lhe uma ótima recuperação e estou à disposição sempre que precisar.
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